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O Teatro Meridional apresenta "A Lição", de Eugène Ionesco, com encenação de Miguel Seabra, até 31 de julho, no Poço do Bispo

"Um professor, especializado em todas as áreas do conhecimento, recebe na sua própria casa alunas que pretendem apresentar-se as provas de doutoramento.

Uma nova aluna vem apresentar-se para fazer a sua formação específica e todo o diálogo ocorre num universo pleno de absurdo, de uma perversidade subliminar que se vai tornando cada vez mais evidente, tudo evoluindo através da manipulação da linguagem. E subjacente à linguagem, emerge todo o universo das relações humanas, desde o questionamento sobre o conhecimento, ao sexo e dominação ideológica.

"A Lição" é um texto que começa por aparentar ser uma sátira sobre os processos do ensino e a aquisição das aprendizagens. No entanto, à medida que a acção se vai desenrolando, o tom de farsa vai adensando em tragédia, contendo também a própria tragédia, uma dimensão, só na aparência, paródica.

Como Joseph Goebble, ministro da Propaganda de Adolf Hitler, dizia "uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade".

Neste momento do mundo em que os processos de comunicação aparentemente tornam mais próximas as relações humanas, deparamo-nos com o efeito precisamente contrário em que o fechamento do indivíduo sobre si próprio é uma evidência inequívoca. E, como consequência desse afastamento do outro, a ação política manipulatória ressurge em todo o seu esplendor, através de processos onde o medo e a ignorância - que estão sempre diretamente ligados são socialmente usados sem nenhum tipo de pudor.

Também o Professor desta peça, manipulador e manipulado, repete exaustivamente pequenas e infundadas "teorias", convocando processos de assimilação, de aprendizagem pela repetição, ausentes de qualquer tipo de regra ou lógica, desestruturando o pensamento da aluna e ele próprio ausente de qualquer tipo de estrutura. A aluna já formatada pelo mundo de "onde vem", dispensa também ela o processo de raciocínio, sendo capaz de chegar a resultados matemáticos intangíveis pelo uso exclusivo da memorização.

Escrito no período do pós-guerra, numa Europa ferida e destruída pelo nazismo em que a verdade e a mentira continuavam nebulosas, este texto remete-nos para o poder da linguagem como arma poderosa capaz de galvanizar e promover respostas coletivas e acéfalas das multidões.

Hoje, os discursos na forma de múltiplas linguagens que vêm da Europa são outros, mas a verdade e a mentira continua a ser projectada sobre os cidadãos, cabendo-nos pouco mais que a assimilação e o cumprimento das regras, enquanto também nós, tal como a aluna do texto de Ionesco, vamos soçobrando sob lógicas que nos ultrapassam e processos que desconhecemos. O absurdo, parece continuar, dolorosamente atual."

IMAGEM

Créditos: João Tuna

LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS DE APRESENTAÇÃO

Estreia: 8 de julho de 2016, no 33º Festival de Teatro de Almada
13 a 31 de julho de 2016 - Quarta a Domingo às 22h00
Teatro Meridional
Rua do Açúcar, 64 Beco da Mitra - Poço do Bispo
Lisboa

BILHETEIRA

Preço dos bilhetes: 10 euros (preço sujeito a descontos)
Informações e reservas: +351 919 991 213 ou producao@teatromeridional.net

PÚBLICO

Classificação etária: maiores de 16 anos

MAIS INFORMAÇÕES

www.teatromeridional.net





















Local:

Data de início:
31 de Julho de 2016

Data do fim:
31 de Julho de 2016

Ficha técnica:



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