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Cinco coreografias de Marlene Monteiro Freitas, Luís Guerra e Tânia Carvalho a 13 e 14 de junho em Paris

A Bomba Suicida será um dos coletivos portugueses a participar na quarta edição dos Chantiers D'Europe, promovido pelo Théâtre de la Ville, evento que vai levar a Paris vários artistas portugueses numa mostra exclusiva de criações portuguesas.

A Bomba Suicida irá apresentar 5 peças dos seus três coreográfos: Marlene Monteiro Freitas, Luís Guerra e Tânia Carvalho: "Guintche" de Marlene Monteiro Freitas, "O Reverso das Palavras" de Tânia de Carvalho, "3 Interludes and the Gallop of the Nose | The First Dance of Urizen" de Luís Guerra e "Síncopa" de Tânia Carvalho. As apresentações irão decorrer nos dias 13 e 14 junho, no Théâtre des Abbesses, em Paris.

13 de junho de 2013
19h30

"Guintche" de Marlene Monteiro Freitas

"Esta peça surge a partir de uma figura que desenhei a partir da memória de um concerto. Chamei-a Guintche e entretanto cresceu, ganhou vida própria, autonomia, rebelou-se. O desenho gera figuras com vida própria, seres cujo destino é defraudar expectativas. Guintche é a vida intensa que se formou e apartou do fundo informe original. Deixou de ser a prótese de um pensamento para se tornar numa dança."

"O Reverso das Palavras" de Tânia de Carvalho

"Foi muito estimulante receber um convite para fazer uma peça de dança cujo mote principal seria o trabalho de uma compositora de música contemporânea. Tenho um grande fascínio pela música dela, e por isso estou ansiosa por chegar a ver o resultado final.
É cada vez mais difícil para mim escrever sobre o meu trabalho, pois evito meter palavras ao barulho na minha cabeça no momento em que crio uma peça de dança. Estou convencida de que as palavras só me limitam e bloqueiam. No decurso do meu trabalho, com o tempo, habituei-me a pensar sem palavras. Em vez disso, penso por movimentos, por intensidades do corpo, ritmos, pausas, figuras, atmosferas. Tento pensar apenas através de imagens, que se vão acumulando gradualmente, até que começam a configurar uma forma específica. Gosto de pensar nos movimentos como uma linguagem ? que eles são, de facto. E precisamente por isso, ao pensar deste modo, sou levada a evitar as palavras. É óbvio que no início da criação existe uma ideia "base", esta sim feita de palavras. Mas se vou ao encontro dessa ideia, é através daquele pensamento em imagens; e se avanço, é por meio de escolhas e decisões que vou tomando intuitivamente. Só assim é possível dizer que a peça começa a ganhar uma forma, um sentido, uma linha de evolução. Neste caso em particular, essa ideia ?base? é uma música, o que torna ainda mais difícil falar daquilo em que vai tornar-se esta peça, ou do que ela possa ser neste momento. Mesmo o simples gesto de dar-lhe um título revelou ser extremamente difícil.
Mais do que qualquer outra coisa, a vida desta peça está no pensamento e na alegria do movimento, no momento em que atravessa um espaço liberto de palavras. A natureza, a sequência do movimento é o reverso, o afastamento das palavras: não aquilo que elas escondem atrás de si, mas o instante em que deixam de estar presentes, para darem lugar à expressão."
Tânia Carvalho

14 de junho de 2013
20h30

"3 Interludes and the Gallop of the Nose" | "The First Dance of Urizen" de Luís Guerra

"Khozrev-Mizra (para si próprio) - Não consigo ver nada. É totalmente incompreensível porque razão andaria um nariz a passear-se pelo Jardim de Verão. Que fenómeno invulgar. Assombroso. Um truque muito, muito estranho da Natureza. Um truque extremamente estranho da Natureza. (para os Eunucos) - Vamos para casa." |(3 Interludes and the Gallop of the Nose)

"(...) Entendeu que da morte a vida se nutria:
No matadouro vai gemendo o Boi,
No inverno, à porta, geme o Cão.
Ao choro, que verteu, chamou Piedade
E as lágrimas escorreram pelos ventos. (...)" excerto do "Primeiro livro de Urizen" de William Blake
Não sei como verbalizar aquilo que é a "Primeira dança de Urizen". No entanto, sei que é espectacular ler os livros do Valter Hugo Mãe. Nos dias que correm, penso que apelar à sensibilidade é ser-se punk. E o Valter é um punk. A ele e a todos os neo-românticos dedico então esta dança.
(The First Dance of Urizen)

"Síncopa" de Tânia Carvalho

"O coração e as tripas, as pernas e a boca entram para dentro dos ossos. Cada charco de sangue, qualquer canto de olho, as unhas afiadas, até as narinas ofegantes, tudo entra para dentro dos ossos. A superfície opaca dos ossos, pétrea e esfriando, não acusa a presença de ninguém. Assim se fica só. O gesto confinado, interior, quase impossível, um gesto que é pensamento, apenas pensamento, mas que pode quase tudo. Assim se fica só.
O homem sozinho é o lado morto de si mesmo que apodrece a ressurreição. Contém o lado vivo no morto. Vive manifestando a morte. Torna-se subversivo, perverso, mal triste, mal condenado. O homem sozinho falha por dor e vontade.
Diz: monstro. Porque o homem sozinho acaba ninguém e a sua própria voz é incapaz de ilusão. Ele perdura como quem morre lentamente e lentamente se afeiçoa ao silêncio ou ao gemido. Até não dizer mais nada para coincidir inteiro com quem é.
Faz tudo pelo contrário. O gesto confinado, interior, mexe o homem sozinho que mexe no mundo como algo secreto, subterrâneo, maligno, esperando. O homem sozinho pode quase tudo e implode. Ele recebe a casa dentro de si mesmo. Os quartos, as mesas, o teto, a janela esconsa, o alçapão, dentro dos ossos. O homem sozinho mexe e afunda. O coração e as tripas entre as tábuas do chão, as rótulas, os pés, o ponto de fuga no horizonte a partir da varanda de cima. Dentro dos ossos. O estômago, a fome, o sonho dentro da fome, a porta da casa."
Valter Hugo Mãe

IMAGEM

"Síncopa" de Tânia Carvalho Créditos: Tânia Carvalho

CONTACTOS

31 Rue des Abbesses Paris 18
Bilheteira +33142742277
Preço dos bilhetes: 15 euros
Website: http://www.theatredelaville-paris.com/horsscene-sur-le-vif-14










Local:
Paris

Data de início:
13 de Junho de 2013

Data do fim:
14 de Junho de 2013

Ficha técnica:



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