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"CHARANGA" | Circolando | Festival Piccola Europa

Espectáculo poético e visual, "Charanga" parte de dois objectos simbólicos, a bicicleta e a fanfarra. Parte das entranhas da terra para desejar os elementos ali ausentes: luz, ar, viagem" Procura a solidão, a nostalgia dos mineiros" e inventa para eles um sonho de criança. Um sonho de fuga e evasão em círculos de um carrossel. Um sonho que se conta com música. A música de uma pequena filarmónica de sopros.
O espaço de sonho tem a forma de um círculo. Um círculo de terra com uma enigmática peça de ferro ao centro. Antes, houve uma vida dentro da terra fria e longas viagens por estradas sem fim. Histórias de um antes de ali chegarem que o que abre o espectáculo transpõe para a tela.

"Charanga" constitui uma das partes do projecto alargado "Ciclo das Minas". Com ele Circolando parte para as terras esquecidas que são as minas abandonadas em busca das vidas que lá persistem. Das vidas que perduram nas histórias e nos sonhos das suas gentes.
Vidas negras de homens-toupeira onde luz a sempre persistente "tenebrosa e maravilhosa loucura". A loucura que deforma porque não se conforma. Desobedece, com o sonho de outros mundos. Subverte, procurando a beleza, o prazer e o espanto. Vidas que "Charanga" celebra tomando por pontos de partida dois objectos simbólicos: a bicicleta e a evocação do vento e da viagem; a fanfarra e as imagens associadas do brilho e da luz.
A estes objectos vieram juntar-se a turba de água que traz consigo o mar e os sonhos de criança nos círculos de um carrossel... sonho com sóis e cabeças de vento.

"Charanga" reúne um grupo de homens saídos das minas
que numa fanfarra de sopros e a pedalar
leva os cantos do minério a correr mundos.
Cantos que são a fala dos homens-toupeira que habitam os interiores da terra.
Cantos que ora tomam a forma de coros que choram os segredos e milagres da terra,
ora a de cânticos que exaltam a delícia da luz, do vento
e proclamam o devaneio pelo sonho num carrossel alado.
Cantos que primeiro deambulam num percurso
e depois desenham um espaço circular...
Cantos que fazem acontecer um espectáculo em miniatura.

Um círculo de terra com uma enigmática peça de ferro ao centro constitui o espaço cénico. O público, colocado em torno desta área, assiste à chegada do grupo de homens saídos das minas. O seu sonho conta-se com música. Conta-se com as melodias dos instrumentos de sopro e com os percursos circulares das bicicletas.
Uma grande turba de água reúne o grupo para a construção do carrossel. Um carrossel que gira a pedais.
"Charanga" pede ao público que se abandone à nostalgia do seu movimento circular, que se deixe levar pelas figuras dos sonhos de criança.
Com resposta incerta sobre o que viu passar-se, o público sente a transformação do seu olhar, do espaço e do tempo. Sente-se embriagado por este pequeno espectáculo poético e visual.

Quisemos que o sonho de "Charanga" se contasse pela música de uma pequena filarmónica de sopros.
Quisemos que, ali, a viagem, o vento, a libertação surgissem na forma de bicicletas.
Quisemos desenhar o tempo da fuga e da evasão em círculos de um carrossel.
Procuramos a tristeza, a solidão, a nostalgia dos mineiros... e, com o sonho da fuga num carrossel alado, acendemos-lhes incêndios na cabeça.
Mineiros que percorrem o mundo todo até àquele espaço circular onde podem abrir o carrossel e partir...� fugir nos braços do vento e deixar-se voar e planar na luz.

| FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA |

Criação Colectiva
Direcção Artística: André Braga e Cláudia Figueiredo
Interpretação: André Braga, Bruno Martelo, Hugo Almeida, João Vladimiro, Patrick Murys e Pedro Amaro
Direcção: André Braga
Dramaturgia: Cláudia Figueiredo
Composição Musical: Alfredo Teixeira
Direcção Plástica: João Calixto
Coordenação Técnica: Cristóvão Cunha
Direcção de Cena: Ana Carvalhosa
Construção da Cenografia e Objectos de Cena: Circolando e Tudo Faço / Américo Castanheira
Concepção de Sistema de Iluminação: Anatol Waschke
Manutenção: Nuno Guedes e Hugo Almeida
Realização Vídeo: João Vladimiro com a colaboração de Ana Carvalhosa
Montagem Vídeo: Ana Carvalhosa e João Vladimiro
Câmara: João Vladimiro
Segunda Câmara: Duarte Costa

Direcção de Produção: Ana Carvalhosa
Criação em residência de co-produção com o Teatro Viriato
Apoios: Fundação Calouste Gulbenkian, IEFP/Cace Cultural do Porto; Universidade Católica Portuguesa; Light Box
Produção Executiva: Corropio, Lda.

Circolando é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes

Local:
Piazzà Libertà, em Monteveglio

Data de início:
01 de Novembro de 2009

Data do fim:
01 de Novembro de 2009

Ficha técnica:



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