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MIMARTE - Festival de Teatro de Braga

27 Jun.-.O Anjo do Montemuro-, de Peter Cann Teatro Regional da Serra do Montemuro - Viseu 21.45 Theatro Circo
Encenação: Steve Johnston; Cenografia: Ana Limpinho e Maria João Castelo; Figuri-nos: José Rosa; Desenho de Luzes: Paulo Duarte; Interpretação: Abel Duarte, Eduardo Correia, Paulo Duarte e Neusa Fangueiro.
-1755. A terra treme. O mar ruge. Ondas do tamanho de uma casa caem sobre Lis-boa. Corpos espalhados. Fedor a morte. Gritos de mágoa sem fim. Uma figura branca: estava a dormir. A trave desabou sobre as suas costas, cortou-a quase ao meio. (...) Deixou a cidade para trás e andou, descalço pela estrada fora. (...) Bebia água nos ribeiros. Dormia nas valetas. Ficou fraco, cada vez mais fraco. A pele branca, quase transparente (...). Subiu a serra, o sítio onde a terra acaba e começa o abismo. Os meninos pastores (...) encontram uma estranha figu-ra caída no chão. (...) Quem se atreveu a cortar as asas de um anjo de Deus?
(Texto adaptado do programa do espectáculo)

28 Jun.-Nusquam- de Julieta Aurora Santos Teatro do Mar -Sines 21.45 Arcada
Encenação: Julieta A. Santos; Interpretação: Carlos Campos, Luis Mosteias, Sandra Santos, Sérgio Vieira; Movimento de Actores: Edgar Cortes; Iluminação: Hugo Custódio; Som: Pedro Pereira; Relações Públicas: Sónia Custódio; Cenografia e Adereços: João Calvário; Vídeo: L -EGO (Eurico Coelho); Música: Pedro Tudela e Miguel Carvalhais; Efeitos e montagem da banda sonora: Pedro Pereira; Figurinos: Rita Carrilho. Nusquam é um retrato possível do homem contemporâneo na busca de si próprio e da sua razão de ser no mundo.(...) A busca de modelos/ideais (...), o conflito gerado entre o idealismo de cada um e a respectiva incapacidade de concretização, isola quatro personagens nas suas frustrações, conduzin-do-as gradualmente a uma ruptura com a realidade. A ascensão e a pro-jecção de sonhos, onde todas as utopias são possíveis, irão desenhar-lhes caminhos para a reconciliação ou para a total incompatibilidade com as suas vidas.
(Texto adaptado do programa do espectáculo)

29 Jun.-Comédia do Verdadeiro Sto. António que Livrou o seu Pai da Morte em Lisboa -, do Teatro Popular MirandêsGefac - Grupo de Etnografi a e Folclore da Academia de Coimbra 21.45 Rossio da Sé
Concepção artística: GEFAC; Máscara de Lusbel: António Jorge; Cenografia: Mafalda Moreira; Operação de Luz: Filipa Cabrita; Carpintaria: Laurindo Fonseca; Serralharia: Carlos Baptista.
Nesta comédia revela-se a importância de Santo António junto da população portu-guesa, e mostra-se como os milagres que canonizaram o santo se misturam com a lenda, os mitos e a história. Através de uma linguagem sui generis, retratam-se alguns episódios da biografia deste santo. Este é um projecto teatral que se apresen-ta, pelas suas características e especifici-dades, como um legado que é necessário preservar e divulgar, não só em Coimbra como no resto do país.
(Texto adaptado do programa do espectáculo)

30 Jun. -O Fim do Princípio -, de Sean O' Casey Teatro da Rainha Caldas da Rainha 21.45 Rossio da Sé
Tradução: Isabel Lopes; Encenação: Fernando Mora Ramos; Cenografia e Figurinos: José Carlos Faria; Iluminação: António Plácido; Interpretação: Isabel Lopes, José Carlos Faria, Victor Santos. Um casal que vive no campo discute. Ele diz-lhe que o que ela tem para fazer em casa é nada comparado com o que ele sua no campo. Resultado: ela parte para a lavoura e ele fica a fazer o trabalho doméstico. O nosso homem rapidamen-te perde o ímpeto de dona de casa e põe-se a fazer uma ginástica suspeita ao som de uma maviosa voz que dá instruções: um, dois, um, dois... Lizzie, a mulher, de tractor nas mãos, lavra as leiras adjacentes.
Chega Darry, o pitosga tocador de tam-bor e decidem ambos ensaiar a canção para a festa da colectividade. Daí em diante tudo se transforma e o serviço doméstico fica para trás, até que Lizzie chega e depara com...Um guião, mais que uma peça, para um conjunto de números burlescos, inspira-dos na estética do cómico clownesco.

01 Jul.- Os Filhos do Esfolador - de Camilo Castelo Branco/Valter Hugo MãeJangada Teatro - Lousada 21.45 Rossio da Sé Encenação: Joaquim Nicolau; Banda Sonora: Bel Viana; Orquestração para Sopros: Rui Reis; Figurinos: Cláudia Ribeiro; Operação de Som e Luz: Nuno Tomás; Interpretação: Faria Martins, Luiz Oliveira, Patrícia Ferreira, Vânia Pereira e Xico Alves. António José Pinto Monteiro faz-se à vida através da mais fina ladroagem, cedo se dedi-cando em obter sem esforço o bom dinheiro alheio. Mandado para o Brasil aos 11 anos, por um beneditino que acreditava assim poder compor as suas na-turais tendências para os actos criminosos, acaba por se tornar num activo malandro, imiscuí-do na política, na maçonaria e agindo mesmo contra o Imperador. Por desgraça, tocaram-lhe as chicotadas de um militar imperialista que, no bulício do açoite, acabaram por cegá-lo.Imerso nas mais profundas trevas, nem por isso se redime, muito pelo con-trário, pois desenvolve uma trafulhice que tem tanto de competente como de caricato. Regressado a Portugal, a Landim, de onde era natural, muito fausto lhe assistia, sobretudo à mesa... (Texto adaptado do programa do espectáculo)

02 Jul. -Escola de Mulheres-, de Molière Teatro Ao Largo, Vila Nova de Milfontes - Beja 21.45 Rossio da Sé
Encenação, música original e direcção de actores: Steve Johnston; Figurinos e Cenografia: Helen Lane; Técnicos: Luís Santos, Carlos Gonçalves, Daniela; Produção: Pedro Pinto Leite, Pureza Pinto Leite; Interpretação: Célia Martins, Nuno Nogueira, Rui Penas, Ana Freitas, Valdir Silva; Tradução: Pureza Pinto Leite.
-A Escola de Mulheres- é a história de um libertino pertinaz de meia idade, Arnolfo, que ao fim de muitos anos a zombar dos maridos que são enga-nados pelas mulheres astutas, ele mesmo anuncia que se vai casar com uma jovem donzela, Inês, a qual ele próprio educou para tal fim, em total ignorância e isolamento desde a sua infância.
Porém, os seus planos rapidamente se desen-redam. Um jovem seu amigo, Horácio, confi-dencia-lhe que está a ter um caso secreto com a angélica mas caprichosa Inês, ignorando que Arnolfo é o seu suposto noivo. Arnolfo, tinha previsto tudo, menos este contratempo...
(Texto adaptado do programa do espectáculo)

03 Jul. -Que Seca! (Revista e Aumentada) PIFH -Produções Ilimitadas Fora d'Horas - Braga 21.45 Rossio da Sé
A criancinha nunca mais nasce. No com-prindó nada de Espanhol. O telemóvel não funciona bem. No Inglês, menos mal. O puto num reage. O médico pirou da tola. Os ame-ricanos andem aí. Os calmantes são para a senhora. There is a suspect atrás de mim. O baldinho do Vitó ficou em casa. É sempre a mesma coisa. O Déficit ladra e abana a cauda na mira de um gelado. As caresnos dentes e as crostas na mona... fazem-me uma impres-são!!! A sobrinha do Dr. Helder é uma arman-te, a Genérica Incorporated é outra armante e a secretária do médico também. Áiu tók in to miii?! Então, qual é o provlema? Se não tem carteira, sente-se ali. É sempre a mesma coisa. QUE SECA! O ensaio nunca mais começa. O Pedro não pode vir. Não se fuma na sala. O camarim está um brinco. Arrumadíssimo! Na praia está-se bem, até vir a nortada. O Vitó num se cala. Berra como um desalmado. Parece filho de pais separados. O marido não tem vergonha nenhuma. Tem a boca cheia de dentes. Obsce-no. Ía começar o telejornal, mas parece que ficou sem efeito. O programa segue dentro de momentos. É sempre a mesma coisa. QUE SECA!!!
(Do programa do espectáculo)

04 Jul.- Noite de Reisï, de William Shakespeare Centro Dramático Galego Santiago de Compostela - Galiza 21.45 Theatro
CircoInterpretação: Suso Alonso, María Bouzas, Xan Cejudo, Marcos Correa, Susana Dans, Borja Fernandez, Bernardo Martinez, Rebeca Montero, Victor Mosqueira, Simone Negrín, Xosé Manuel Olveira Pico, Ramon Orencio, Marcos Orsi; Cenário, direcção musical e iluminação: Bernardo Martinez; Figurinos: Gilda Bonpresa; Maquilhagem: Dolores Centeno. Sebastião e Violeta, irmãos gémeos, naufragam na costa da Ilíria. Violeta chega quase sem vida à praia. Ela acredita que Sebastião morreu. Ves-tida de homem e fazendo-se passar por um pajem jovem, com o nome de Cesário, passa a servir na corte do du-que Orsino, que está poética, apaixo-nada e desesperadamente namorado de Olívia, que o rejeita continuamen-te. Orsino serve-se de Cesário como confidente e mensageiro do seu amor junto de Olívia, porém Cesário Violeta na realidade começa a namorar-se de Orsino, enquanto que Olívia, por sua vez, se namora do mensageiro, que é Cesário. Os equívocos, os enganos e as situações hilariantes prosseguem até ao fim da comédia.
(Texto adaptado do programa do espectáculo)

05 Jul. -As Bacantes, de Eurípides Grupo ACUTEMA Málaga - Espanha 21.45 Museu de Arqueologia D. Diogo de SousaInterpretação: Chico García, Luís Alcedo, Raquel Perez, Fran Martín, Emilio Martinez, Frank Velez, Lucas Ortiz, Fran Millán, May Melero, Irina Baños, Tamara Gómez, Laura Molina, Cármen Melero, Emilia Moreno, Noelia Navarro, Marta Pavón, Armanda Ríos, Rebeca Ríos, Beatriz Saavedra, Marina Sánchez, Vanesa Serrano; Adaptação e encena-ção: Andreu As Bacantes pertencem ao culto dionisíaco e dizem respeito à introdução dos respectivos ritos na Grécia. O deus Dioniso chega a Tebas para introduzir o seu culto, mas depara-se com a oposição do rei Penteu, defensor das tradições antigas. Dioniso deixa-se prender, mas logo se escapa de forma prodigiosa, e convence o rei a, vestido de mulher, ir ao monte espiar as bacantes, entre as quais se encontra Agave, a sua mãe. Descoberto pelas mulheres, Penteu é des-membrado por elas e a sua cabeça é levada pela mãe, como troféu, até à cidade.
(Texto adaptado do programa do espectáculo)

06 Jul. -As Vespas, de Aristófanes Grupo Thíasos do IEC da Universidade de Coimbra 21.45 Museu de Arqueologia D. Diogo de SousaEncenação: Carlos Jesus; Interpretação: José L. Brandão, Carlos Jesus, Artur Maga-lhães, Mário Gomes Pais, Susana Bastos, Carla Correia, Ângela Leão, Bruno Fernandes, Mariana Matias, Ândrea Seiça, Nelson Henrique, Carla Rosa, Nilce Carvalho, Susana Rosa, Amélia Álvaro de Campos e Miguel Sena.
Nesta comédia, Aristófanes procura satiri-zar o mau funcionamento das instituições democráticas, centrando-se, sobretudo, na situação dos tribunais atenienses. Recrian-do-se em cena um tribunal doméstico, onde arguido e acusado são dois cães porém representativos de dois políticos da ribalta, nesse tempo bem conhecidos -, torna-se a cada passo manifesta a corrup-ção que domina as instituições jurídicas do tempo. (Texto adaptado do programa do espectáculo)

Local:
Vários Locais

Data de início:
27 de Junho de 2008

Data do fim:
06 de Julho de 2008

Ficha técnica:



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