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Manual de Instruções, de Victor Hugo Pontes

Como é que os indivíduos se relacionam com o espaço que habitam? Qual o lugar ocupado pelos outros na comunidade em que vivemos? Quantos momentos de verdadeiro encontro ocorrem ao longo da vida? O que se faz quando se ocupa um espaço privado, sabendo-se que (não) se está a ser observado? O que acontece quando se vive em isolamento? Pode o corpo transformar-se em natureza morta? Será que a solidão se transveste do ser solitário? Para compreender e dar a ver os mecanismos que estão por detrás dos gestos quotidianos e da acumulação de memórias que compõem as várias vidas de cada indivíduo, Victor Hugo Pontes selecciona 12 intérpretes � geralmente, sem experiência de palco � em cada cidade que visita para apresentar o espectáculo, integrando-os no elenco fixo de 3 intérpretes. Esta opção criativa é um risco assumido, um fascínio assumido e a procura do imprevisto. Em Manual de Instruções, o percurso dos intérpretes em palco poderia descrever-se como o percurso ao longo do qual se toma consciência do lugar ocupado no mundo, que equivale ao percurso em que cada um se torna naquilo que é. A peça é um roteiro mental deste processo, revelado através de um roteiro coreográfico mais frágil do que consistente, mais arriscado do que previsível, pois cumpre-se a partir de uma composição de imagens diferente em cada espectáculo, variando pelo menos 12 vezes e quase sempre muitas mais, já que há sempre 12 pessoas novas em palco.

Em Manual de Instruções, Victor Hugo Pontes pretende mostrar sobretudo o que pode ser a solidão e desafia-nos a encararmos o espelho e a querermos fugir dele. (Será a solidão uma roupa que se escolhe?) A partilha é uma hipótese suspensa, porque somos tão portáteis como os móveis da casa onde vivemos. Não há verdadeira intimidade, há verdadeira solidão, e todos acabamos por nos tornar naquilo que somos.
Madalena Alfaia

| FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA |

Direcção artística, Coreografia e Cenografia Victor Hugo Pontes . Sonoplastia Rui Lima e Sérgio Martins . Desenho de Luz Wilma Moutinho . Apoio dramatúrgico Madalena Alfaia . Interpretação Elisabete Magalhães, Manuel Sá Pessoa e Tiago Barbosa / Borja Salgado, Carlos A. Vidal Puga, Casimiro Aguza, Daniel Baamonde, David Pérez González, Esther Uroz Segura, Fátima Bermejo Rubio, Francisco Martínez Buceta, Miguel Gendre, Raquel Nogueira Basalo, Roberto Leal, Rosalía Pichel Garrido, Victoria Carmada Torres . Figurinos (styling) Osvaldo Martins . Registo Fotográfico Susana Neves . Registo Vídeo Eva Ângelo . Produção Executiva Joana Ventura e Mafalda Couto Soares . Produção Núcleo de Experimentação Coreográfica . Co-produção O espaço do tempo, Centro Cultural Vila Flor . Apoios Fundação Calouste Gulbenkian- Programa de Apoio à Dança, CENTA, Balleteatro Auditório, Teatro Aveirense, DeVIR/ CAPA, Trigo Limpo Teatro ACERT, Fórum Dança, Radar 360º.

Projecto Financiado pelo Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes

Local:
Teatro Principal | Santiago de Compostela

Data de início:
12 de Dezembro de 2009

Data do fim:
12 de Dezembro de 2009

Ficha técnica:



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