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"Memória de Branca Dias" no Festival Cabeças Falantes | Escola de Mulheres

É sábado. Estamos em Olinda, no Pernambuco brasileiro do séc XVI, em casa de Branca Dias, portuguesa cristã-nova de Viana da Foz do Lima. Denunciada pela pró pria mãe e pela irmã, é presa pela Inquisição em Lisboa, de onde parte clandesti namente com sete filhos, para o Pernambuco. Com Diogo Fernandes, seu marido, constrói Camaragibe, um dos primeiros engenhos de açúcar do Pernambuco, onde cria os seus onze filhos, e onde permanecerá dez anos depois da morte do marido como a primeira senhora de engenho do Brasil. Vende Camaragibe para se instalar em Olinda, onde se torna mestra de meninas, criando a primeira escola de costura e de cozinha.

Branca Dias celebra mais um sabath.: roupa lavada, casa varrida, comida feita na véspera. Entre as orações do dia, Branca Dias recorda e revive os principais momen tos e pessoas da sua vida. Está muito calor.

Memórias de Branca Dias é um monólogo onde Branca Dias retrata o povo português no Mundo Novo (Pernambuco/Brasil), no século XVI. Branca Dias é uma mulher universal, uma matriarca, "a mãe de todos nós". Síntese de misturas culturais, revela-se uma personagem sábia, possuindo uma simbiose das culturas judaica, cristã, portuguesa e brasileira. "Numa acção inicial, pôr a mesa para a refeição de sábado, ela é interrompida pelas memórias que irão suceder-se como flashes, obedecendo não a uma lógica cronológica, mas sim a uma lógica emocional e afectiva. Assim, Branca Dias transfigura-se, não só nas diferentes personagens com quem imaginariamente contracena, como se transfigura em si mesma. Pensamentos, emoções e sensações remetem Branca Dias para o passado: a água que escorre pelo seu peito acorda-lhe a memória do corpo quando foi amada pela primeira vez, as roupas que arruma na arca despertam-lhe a memória da cama em que o seu marido morreu."

| FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA |

Autoria: Miguel Real
Adaptação dramatúrgica e encenação: Filomena Oliveira
Interpretação: Rosário Gonzaga
Orgânica sonora e música original: David Martins
Arranjos para voz: Andreia Lopes
Concepção cenográfica: Ricardo Assis Rosa
Desenho de luz: Paulo Cunha
Pesquisa e desenho de figurino: Ana Bruno
Direcção técnica: João Carlos Marques
Direcção de cena: Pedro Bilou
Direcção de construção: Tomé Baixinho
Produção: CENDREV
Operação de luz: António Rebocho
Operação de som: Pedro Bilou
Guarda-roupa: Vicência Moreira
Construção: Tomé Baixinho, Tomé Antas, Paulo Carocho
Secretariado: Marlene Charneca, Ana Dominguinhos, Margarida Rita
Fotografia: Paulo Nuno Silva
Design gráfico: Milideias, Comunicação Visual, Lda

Escola de Mulheres - Estrutura Financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes

Local:
Clube Estefânia, em Lisboa

Data de início:
01 de Julho de 2010

Data do fim:
04 de Julho de 2010

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