DGArtes - Agenda Online

Header Gestão Electrónica de Concursos

Acessibilidade


imprimir

Agosto - Contos da Emigração | A Barraca

Depois de ter sido apresentado em Maio no XXI Festival das Artes de Macau com enorme êxito, e antes da apresentação no FESTLIP Festival de Teatro de Língua Portuguesa, onde Maria do Céu Guerra será a homenageada de 2010, o espectáculo "Agosto Contos da Emigração", vai estar em cena no TeatroCinearte nos dias 18 e 19 de Junho às 21h30 e 20 às 17h00.

| FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA |

a partir de textos de Ferreira de Castro, José Rodrigues Miguéis, Dias de Melo, João de Melo, Manuela Degerine, Olga Gonçalves
Dramaturgia, Encenação e Espaço Cénico: Maria do Céu Guerra
Adereços e Figurinos: Miguel Figueiredo
Direcção de Vozes: Mariana Abrunheiro
Trabalho Musical: Mariana Abrunheiro, Sérgio Moras, Rui Sá

Elenco:
ELAS:
Susana Cacela - Italiana, Moça de Ribadouro, Mãe de Marroco, Mulher de Manuel da Bouça, Brasileira do Sertão, Frauzinha
Rita Fernandes - Noiva, Maria, Emigrante para o Brasil, Brasileira do Sertão, Espanhola, Alice
Susana Costa - Mulher de Trás-os-montes, Deolinda, Miúda Açoreana, Saltimbanca, Mulher da pensão, Benvinda, Algarvia, Srª Frioul
ELES:
Luís Thomar - Inácio, Militar da guerra colonial, Passador, Marroco, Nunes, Janardo, Bernardo, Sr. Fernandes, Sr. Dumont
Pedro Borges - Foitinho, Baleeiro, Albano Passarinho, Manuel da Bouça, Algarvio, Aluno português em França
Rui Sá - Lúcio, Passador, Tony, Barqueiro, Saltimbanco, Trabalhador de S. Paulo, Capristano, Enfermeiro, Comissário Gallo
Sérgio Moras - Aníbal, João Peixe-Rei, Cosme de Ribadouro, Português de Vilarinho de Castanheira Carrazeda de Ansiães, Pita, Jean Rondonilland, Aluno português em França
Sérgio Moura Afonso - Lambadas, Militar da guerra colonial, Polícia Americano, Barqueiro, Pai de Marroco, Saltimbanco, Funcionário, Coronel, Manel Alentejano
Adérito Lopes - Cuco, Militar da guerra colonial, Baleeiro, Moço de bordo, Cosme em Miúdo, Saltimbanco, Cipriano do Lourdelo, Aluno português em França, Mena

Classificação Etária - M/6
na sala 2 do TeatroCinearte

Apresentação
A BARRACA ao montar "Agosto", cria um espaço/tempo de celebração e memória da emigração portuguesa. É um espectáculo baseado em textos de: Rodrigues Miguéis, Ferreira de Castro, Dias Melo, João de Melo, Olga Gonçalves, Manuela Degerine, etc. Personagens reconhecíveis destes autores cruzam-se numa espécie de rede feita dos mais belos itinerários de emigrantes da nossa ficção. O espectáculo fala das aspirações, dos sacrifícios, das alterações de vida, das frustrações e dos triunfos, dos gostos, daquele grupo social que tanta riqueza económica trouxe ao nosso país. Da irrisão à emoção, actores e público vão viajando de camioneta, de barco, de comboio e até num pau-de-arara sertanejo, experimentando sentimentos que certamente vão ajudar a conhecer melhor aquela gente que continua a ser os "outros" portugueses. Falar desses "outros" portugueses era, desde há muito, projecto da Barraca. Dos que mal conhecemos. Dos que foram, a salto, no escuro. Dos que não aqueceram o lugar porque ele não estava lá. Dos de quem se fala pouco e sempre pelas mesmas razões. Dos que voltam, aos bandos, em Agosto e ás vezes morrem, de euforia, na estrada. Dos que sonharam anos a fio com um Agosto que não chegou a acontecer. Dos que vêm casar à terra num Agosto de mel. Agosto mais espaço do que tempo. Agosto lugar de reencontro. Reencontro da casa, ponto de partida, que a certa altura, se quis esquecer e ficou pregada na memória. E da casa ponto de chegada, parecida com a do vizinho de "lá". Recente orgulho. Merecida afirmação que a pouco e pouco, foi alterando a paisagem de cá. Falar. Mas de que experiência? De que viagem? De que época? Se os portugueses, "ilhéus", espartilhados entre o Atlântico e a Espanha, com quem tradicionalmente se deram mal, dependurados em Sagres, ou a espreitar os aviões no aeroporto de São Miguel, querem sempre partir e sempre o fizeram, de uma maneira ou de outra. Lá fomos, enganados, de camioneta com Olga Gonçalves e com ela rumámos de comboio para a Alemanha; fomos à guerra com João de Melo; fomos para a América com um clandestino a bordo, pela mão de Rodrigues Miguéis e com ele embarcamos num sonho americano; fomos à baleia com Dias de Melo à boleia de Melville; entrámos numa história negra com Manuela Degerine, num pesadelo xenófobo falado em francês. Por fim regalámo-nos a contrariar a "tragédia" da emigração com o texto mais engraçado do espectáculo. De como falar nunca tive dúvidas. Em primeiro lugar queria fazê-lo a várias vozes. Escolher histórias boas, que para mim são histórias onde há poesia, crueldade, verdade e contradição. Depois, olhar para elas com o meu olhar. O meu, aquele onde se caldeia o que sou com o que vi, aquele que não é de mais ninguém e isso basta para ser original. Depois deixá-lo enriquecer com os olhos dos meus parceiros da BARRACA que tanto de seu inscreveram neste espectáculo. Destacando aqui o Sérgio Moras a quem este Agosto é dedicado pela sua identificação com esta gente e com esta obra. E agora que a roda da história fez de nós um país de imigrantes, com e sem papéis, é bom recordarmos estas "ficções" que nos farão certamente mais solidários e universalistas.
Maria do Céu Guerra

Estrutura Financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes

Local:
Teatro Cinearte - Lg Santos, 2 - Lisboa

Data de início:
18 de Junho de 2010

Data do fim:
20 de Junho de 2010

Ficha técnica:



Calendário

 Março | Abril | Maio 

D S T Q Q S S
    
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
 

Pesquisa


Login

Brevemente disponível

Newsletter

Brevemente disponível


Rodapé

© Direção-Geral das Artes, todos direitos reservados.

  • Logo Ministério da Cultura
  • Logo Instituto das Arates
  • Logo Programa Operacional da Cultura
  • Bandeira da União Europeia
  • Símbolo de conformidade nível AA das Directrizes de Acessibilidade Web
  • Símbolo de Acessibilidade à Web[D]