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"EUROPA" | TEATROMOSCA

A partir do segundo volume da trilogia literária de John Berger, Once in Europa (1983), aprofundamos ainda mais a questão da modernização do mundo rural que começou por ser representado pelo escritor inglês em Pig Earth (1979). Trata-se de uma colecção de histórias, em que o amor e a indiferença constituem uma parte essencial da vida das personagens, e mostra como o mundo rural retratado no primeiro romance tende a desenvolver-se e a modernizar-se, criando cada vez mais injustiças.
À semelhança da Lucie Cabrol, figura central do primeiro espectáculo desta trilogia, em «Europa» o conflito entre a ruralidade e a modernidade situa-se também ao nível do corpo da personagem principal da história. Boris, personagem inadaptada, inconformada, é um resistente e, perante os encantamentos de um novo mundo globalizado, modernizado, em que o dinheiro fala mais alto, e os delírios apaixonados provocados pela presença de uma mulher loura que veio da cidade (sim, é um estereótipo que aqui se procura), as armas que lhe restam são o amor, a memória e a narração. E, se no amor, as personagens desta história procuram adiar uma ausência e se entregam um ao outro para fazer esquecer a política e tudo o resto que as rodeia, é (também) sobre a rememoração que nos interessa trabalhar: o processo de contar uma história, a história de Boris, que nunca cuidou dos seus carneiros, Boris, que só pensava em ganhar dinheiro, Boris, que morreu como um dos seus animais, sozinho, para que possamos ouvir a sua voz, para que o possamos vivificar e tornar carne em cena? para que a lembrança destas pessoas não seja apagada, porque a História lhes pertence.
O espectáculo é interpretado por três actores e um músico. Em cada lugar onde for apresentado, a companhia realizará um workshop no qual poderão inscrever-se até doze pessoas (actores profissionais, amadores e outras pessoas sem formação artística, com mais de cinquenta anos). Estes grupos participarão também nos ensaios e serão integrados no próprio espectáculo.

| FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA |

textos: John Berger
tradução, adaptação e encenação: Pedro Alves
assistente direcção: Mário Trigo
interpretação: Pedro Almeida, Samuel Alves, Ana Gil e João Miguel Rodrigues
(com a colaboração de um grupo de participantes locais)
cenografia: Pedro Silva
vídeo: Sérgio Santos
ilustração: Alex Gozblau
design gráfico: Rafael Galhardas
desenho de luz: Carlos Arroja
operação de som e luz: Mário Trigo
fotografia: Ricardo Pereira
coordenação do Projecto Criar Afectos: Marisa Pereira
produção: teatromosca
parcerias: Projecto Criar Afectos (Rio de Mouro), Chão de Oliva (Sintra), CAPa (Faro), Teatro Turim (Lisboa), Centro de Experimentação Artística da Fábrica da Pólvora - Clube Português de Artes e Ideias (Oeiras), Movimento InCriativo (Arcos de Valdevez) e Baal17 (Serpa)

Estrutura Financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes

Local:
CAPa, Centro de Artes Performativas do Algarve

Data de início:
09 de Julho de 2011

Data do fim:
09 de Julho de 2011

Ficha técnica:



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