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MENINA ELSE de Arthur Schnitzler | Teatro da Cornucópia

Trata-se de um espectáculo de características invulgares nos hábitos da Companhia. A tradução de José Maria Vieira Mendes (editada pelos Livros Cotovia) daquela que é uma das mais belas novelas do grande dramaturgo austríaco do princípio do século XX, levou uma das actrizes que desde 1994 tem vindo a integrar o elenco da Cornucópia, Rita Durão, a propor a outra regular colaboradora da Companhia, a encenadora e cineasta Christine Laurent, a sua adaptação ao palco e a sua transformação em espectáculo. É um espectáculo que nasce da própria iniciativa de uma actriz e que a Companhia tem o gosto de tornar seu. É um espectáculo em que três mulheres (uma actriz, uma encenadora e uma cenógrafa) põem em cena uma personagem feminina.

Menina Else: Uma jovem da burguesia vienense, em vilegiatura com uma tia num palácio italiano, sabe que o pai, arruinado na sequência de irregularidades financeiras, só poderá salvar-se da desonra e da prisão se ela conseguir extorquir uma soma importante a um antigo amigo da família, Dorsday, negociante de arte. Este promete-lhe o dinheiro na condição de a poder contemplar toda nua. Else tem repugnância do velho Dorsday " quer ser perversa, não prostituta " e a proposta desencadeia nela um delírio que encontrará o seu epílogo grandioso na cena em que se despe nos salões do hotel antes de se matar com barbitúricos.

Schnitzler retrata a estranha sociedade Vienense do pós-guerra 1914-18, cidade da valsa e cidade de grande audácias intelectuais (Kokoschka, Klimt, Schönberg, Freud), numa época afinal violenta, de declínio do Império e de crescente anti-semitismo. É uma das primeiras vezes em que foi criado este processo literário para a ficção narrativa, e que mais tarde James Joyce utilizará no monólogo de Molly Bloom do seu Ulisses. O processo convida, evidentemente, à sua transformação em teatro, e é de uma apaixonante modernidade em Menina Else, pela maneira como reproduz a caótica afectividade desta jovem mulher, o seu histerismo, a sua loucura, a luta que, sem ela o saber, trava com o seu inconsciente. É extraordinária a forma como, na mais aparente leveza, conduz os leitores, mesmo do sexo masculino, à revelação de uma possibilidade de identificação com esse tipo de consciência, a uma imagem das suas próprias estruturas mentais, e a um confronto com a sexualidade e com a morte.

Christine Laurent, que prepara neste momento o seu próximo filme (NO), fez a adaptação da novela ao teatro. Será a sua 7ª encenação com a Cornucópia (Barba Azul de Jean-Claude Biette, Diálogos sobre a Pintura na Cidade de Roma de Francisco de Holanda, O Lírio de Molnár, D. João e Fausto de Grabbe, O Ginjal de Tchekhov, Os Gigantes da Montanha de Pirandello).

Para Rita Durão, que para além das suas inesquecíveis interpretações no cinema em filmes de João César Monteiro, Catarina Ruivo ou nos Capitães de Abril de Maria de Medeiros, tantas grandes personagens interpretou em espectáculos da Companhia (a Filha de Indra em Um Sonho de Strindberg, a Noiva de Quando Passarem Cinco Anos de Garcia Lorca, a Suzana de O Casamento de Fígaro, a Imogénia de Cimbelino de Shakespeare, a Vanina de O Colar de Sophia de Mello Breyner Andresen, a Nina de A Gaivota e a Liouba de O Ginjal de Tchekov, etc), o espectáculo representa o enorme desafio de pela primeira vez dar corpo a um monólogo.

Também será a primeira vez que José Álvaro Correia, jovem desenhador de luz, trabalhará para uma produção da Companhia. E o cenário e os figurinos serão de Cristina Reis, directora da Companhia com Luis Miguel Cintra.

Ficha Técnica e Artística:

Tradução José Maria Vieira Mendes
Adaptação e Encenação Christine Laurent
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz José Álvaro Correia
Interpretação Rita Durão
Fotografia: (c) Paulo Cintra

Local:
Teatro do Bairro Alto - Rua Tenente Raul Cascais, 1 A, 1250-268 LISBOA

Data de início:
28 de Maio de 2009

Data do fim:
21 de Junho de 2009

Ficha técnica:



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