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Misterio del Cristo de los Gascones | Companhia Espanhola Nao D�Amores

Em colaboração com o Festival de Almada o Teatro da Cornucópia vai apresentar a Companhia Espanhola Nao D�Amores numa curta série de representações no Teatro do Bairro Alto com um espectáculo de características excepcionais: MISTERIO DEL CRISTO DE LOS GASCONES

O grupo é dirigido por Ana Zamora que reuniu um grupo de profissionais procedentes do Teatro Clássico, do Teatro de Títeres e da Música Antiga, para desenvolver um trabalho de investigação e encenação de textos do Teatro Renascentista. Como ponto de partida, está o seu interesse pelos dramaturgos que não fazem parte do repertório habitual, mas que constituem plataformas básicas para a compreensão da evolução da história dramática de Espanha. Longe de pretender uma reconstrução arqueológica, o processo de encenação articula processos teatrais muito primitivos numa óptica contemporânea, para reivindicar o factor teatral no seu carácter específico, único e irrepetível. Vários elementos do grupo participaram na realização do espectáculo da Companhia Nacional de Teatro Clássico Viaje del Parnaso de Miguel de Cervantes, com encenação de Eduardo Vasco, já apresentado em Lisboa no Teatro do Bairro Alto.

Trata-se da recreação da cerimónia litúrgica que se representava na Igreja de São Justo em Segóvia, para a qual se construiu o Cristo de los Gascones, uma imagem medieval que se encontra na igreja de São Justo em Segóvia. Através de uma dramaturgia realizada a partir de textos históricos de procedência diversa, mediante a investigação e a interpretação ao vivo de peças musicais que pudessem articular uma cerimónia deste tipo, a Não d�Amores desenvolveu uma encenação que combina o trabalho dos actores com o teatro de títeres, e que supõe uma aproximação às origens do teatro moderno. Uma viagem aos finais da Idade Média para transmitir um microcosmos construído à base de símbolos, figuras alegóricas e metáforas, onde cada parte está em função de um todo.

No espectáculo participa uma pequena orquestra de música antiga com cinco músicos que tocam uma série de peças procedentes de fontes diversas, como o Cancioneiro de Segóvia, ou o Cancioneiro de Palácio. A direcção é de Ana Zamora e a direcção musical de Alicia Lázaro. Nele participam 3 actores manipuladores.

O espectáculo terá 6 representações no Teatro do Bairro Alto dias 15, 16 e 17 de Julho às 21.30h, integrado no Festival de Almada, prosseguindo nos dias 18 e 19 de Julho às 21.30h e 20 de Julho às 17.00h.

Ficha Técnica

Dramaturgia e Encenação: Ana Zamora; Interpretação e manipulação dos títeres: Elvira Cuadrupani, David Faraco, Alejandro Sigüenza; Interpretação musical: Nati Vera (Voz), Alicia Lázaro (Vihuela e Zanfona), Elvira Pancorbo (Flautas, Cromorno e Chirimia), Isabel Zamora (Espineta e Cornamusa), Alba Fresno/ Sofía Alegre (Viola de Gamba); Música original, arranjos e direcção musical: Alicia Lázaro; Execução de títeres: David Faraco; Concepção e Realização do Cristo: Miguel Ángel Coso; Concepção e Realização do Cenário: Richard Cenier; Guarda-roupa: Deborah Macías; Iluminação: Miguel Ángel Camacho (A.A.I); Coreografia: Lieven Baert; Trabalho do verso: Ernesto Arias; Assistente de encenação: Elena Raeos; Coordenação técnica: Amalia Portes; Costureiras: Ángeles Marín, Nuria Martínez; Fotografia: Iván Caso, Miguel Ángel Coso. �/� A crítica espanhola foi entusiástica:

�A acção mínima, lenta, delicadíssima, em consonância com a música da época, conduz-nos desde o nascimento de Cristo até à sua ascensão, através de um rosário de cenas breves, cantadas por Nati Vera e recitadas por Elvira Cuadrupani, num castelhano inebriante. O mais interessante do espectáculo é a vida que adquire o enorme boneco, a sua eloquência muda.� EL PAÍS: �La divina marioneta�Javier Vallejo, 3/4/2007

�Ana Zamora, como todos os grandes criadores, ressuscita, inventa, reinterpreta, torna realidade os sonhos mais incríveis, as imagens que nem nos atrevemos a sonhar.

Converter o Cristo de los Gascones num ser humano capaz de sugerir sentimentos, sensações, capaz de comportar-se com ironia, com subtileza, com complexidade, é um repto brutal, grandioso, quase mefistofélico, que esta encenadora segoviana esconde, como quem não quer a coisa, sob uma aparência modesta, de subtil ritual entrelaçado de músicas, da mão de Alicia Lázaro, e textos delicados. A sua montagem é um dos rituais mais profundos, mais subtis e mais ternos que vi sobre a condição do ser humano, exemplificada naquele homem, Jesus de Nazaré, e que para a nossa cultura, parece dizer Ana Zamora, para além da crença de cada um, simboliza a tragédia e a grandeza do ser humano.� EL NORTE DE CASTILLA: �Resurrección� José Antonio Gómez Municio, 8/4/2007

�Teatro puro, na sua mais completa nudez. (�) O resultado é uma obra belíssima, bem interpretada, melhor dirigida, onde o Cristo de madeira abre os seus olhos bondosos e espantados para emoção de um público atónito e expectante� EL MUNDO: �Canela Fina�

Luis María Ansón, 13/4/2007

Local:
Teatro do Bairro Alto [Lisboa]

Data de início:
15 de Julho de 2008

Data do fim:
20 de Julho de 2008

Ficha técnica:



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