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Os Artistas Unidos no Festival do Silêncio

Integrados no Festival do Silêncio que se realiza em vários locais de Lisboa entre 16 e 26 de Junho, os Artistas Unidos realizam um recital BECKETT-JOYCE por Graça Lobo, Virgílio Castelo e Jorge Silva Melo no IFP (a 16 de Junho, pelas 21.30). E, em colaboração com a MHIJ, lançam um áudio ? livro com duas peças de José Maria Vieira Mendes, no Goethe Institut a 18 de Junho (pelas 18h)

Leitura BECKETT/JOYCE
Com Graça Lobo, Virgílio Castelo e Jorge Silva Melo Tradução Miguel Esteves Cardoso, José Maria Vieira Mendes, Jorge Salazar Sampaio Apoio Técnico Dominic Le Gué Apoio à Produção Artistas Unidos Apoio Instituto Franco-Português

Instituto Franco-Português ? 16 de Junho às 21h30
Entrada livre

PORQUÊ BECKETT?
Samuel Beckett é aquele poeta, novelista e dramaturgo ímpar que todos consideram como tal.
Escrevia para o teatro porque se apaixonou por actores. De facto, escreveu todas as suas peças para actores que ele admirava. Até mesmo em À Espera de Godot, cuja primeira encenação foi Roger Blin a criar, Beckett insistiu que fossem dois determinados actores a desempenharem os papéis de Wladimir e Estragon. E depois deste primeiro sucesso, quando ele escrevia uma peça , tinha os actores em mente. Assim foi com Passadas (Footfalls) e com Eu Não (Not I), que Beckett escreveu para a actriz britânica Billie Whitelaw, com Dias Felizes (Oh! Les Beaux Jours) para Madeleine Renaud, e assim por diante.
É um prazer interpretar Beckett por ser ele tão interpretável e teatral. É um desafio difícil, e só quem dele muito gosta o consegue fazer com a clareza e limpidez que o seu teatro exige. E respeito.
Todos conhecemos "a árvore" de À Espera de Godot, os "chapéus de côco" da mesma peça. São um símbolo do teatro de Beckett. E quem não conhece "a boca" de Eu Não, não sabe o que perde... É uma boca apenas, iluminada, dentro de um palco, com uma única luz, e que durante 17 minutos não pára de falar. Beckett insiste que aquele texto todo tem de ser interpretado em 17 minutos.
As leituras que os Artistas Unidos vão apresentar no dia 16 de Junho no Instituto Franco-Português incluem algumas das obras primas de Samuel Beckett. Os intérpretes serão o Jorge Silva Melo, o Virgilio Castelo e eu.
O Virgílio lerá extractos da novela O Primeiro Amor e o monólogo de "Lucky", personagem de À Espera de Godot , e eu lerei Embalada (La Berceuse) e Eu Não.
Nesse dia, o Bloomsday, dia de Joyce, amigo e mestre de Beckett, leremos também obras de James Joyce, pois Beckett não seria o mesmo Beckett sem a enorme influência de Joyce. Seria outro. Não este. E é deste que nós gostamos. E é este que nós queremos partilhar com as pessoas. Porque não conhecer o teatro de Beckett interpretado por actores é, na minha opinião, criminoso, de tal maneira ele fala de todos nós e para todos nós, com a compaixão que lhe é tão própria.
O que nós queremos é partilhar este amor.
Graça Lobo

Estrutura Financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes ARTISTAS UNIDOS -

Local:
Instituto Franco-Português - Av. Luis Bívar, 91, Lisboa

Data de início:
16 de Junho de 2010

Data do fim:
26 de Junho de 2010

Ficha técnica:



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