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Estação Inexistente - Teatro da Rainha

Teatro da Rainha Duas histórias em épocas distintas na mesma estação de comboios: a primeira, nos anos vinte do século ido, a segunda nos dias de hoje. Estamos nessa estação, fora de horas, quando uma cidade dorme e outra fervilha. Em ýO homem da flor na bocaý um sujeito veio à cidade e perde o comboio de volta. É noite, ao longe canta um bandolim, presença entre alegre e nostálgica, e é nessa estação que o ýhomem da florý escolhe a sua vítima. Ninguém, na esplanada adormecida, o pacífico cliente espera pelo primeiro comboio da manhã quando o outro lhe deita o anzol. Até terminar este acto único o homem da flor não larga o pacífico cliente, como se este fosse a terra a que as suas raízes têm de se agarrar. Por momentos tudo podemos imaginar... Entretanto saltamos três quartos de século e estamos na mesma estação. E o que porventura mais se altera é a qualidade das criaturas, o seu perfil mais inteiro ou mais fragmentário e psicótico, para além das evidentes transformações assinaláveis na estação : a publicidade invadiu o espaço público fazendo de todo ele, das paredes, dos recantos, dos baldes do lixo, dos próprios comboios, suportes de publicidade. Mais agressiva ou mais insinuante, a publicidade é o espaço público, melhor dizendo, o espaço público não existe, é na realidade espaço privado. Em ýUm contínuo movimento, um estranho equilíbrioý, o título parece querer dizer tudo: as pessoas não param compelidas por uma inércia movimentista que dá a sensação de se estar vivo, impelidas por uma energia irracional, de instinto sobrevivente e todas elas são desequilibradas, mas desequilibradas não pelo anúncio de algo excepcional, a flor na boca, morte próxima, mas pela impossibilidade de viverem os seus desejos, pela própria aniquilação da possibilidade do desejo em virtude dos seus traumáticos percursos e existências duras. O confronto com o real é tão violento que as suas defesas se transformam no seu modo de vida.

Local:
Antiga Lavandaria do Hospital Termal das Caldas da Rainha (junto à Igreja de Nossa Senhora do Pópulo)

Data de início:
29 de Setembro de 2007

Data do fim:
14 de Outubro de 2007

Ficha técnica:



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