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D.Maria, A Louca | A Barraca

De abalada para o Brasil, "D. Maria, A Louca" está em cena n'A Barraca nos dias 14 e 15 de Setembro para os que ainda não viram possam ver e também relembrar o trágico itinerário da rainha louca.

Para nós que adoramos esta Terra, o seu passado, as suas histórias, a nossa Lisboa, o nosso futuro, o nosso presente por pouco sorridente que ele nos pareça, esta peça maravilhosamente escrita por António Cunha, um brasileiro de Florianópolis, não nos vai deixar iguais.

Estudando a fundo a "loucura" de D. Maria I, ele fez o apaixonado texto que a nossa rainha merecia. E o público terá oportunidade de conhecer melhor a 1ª mulher que ocupou o trono, não como consorte, mas reinando de facto em Portugal.

Mulher num reino de homens ela sofreu a herança de uma capital a sair de um brutal terramoto, de uma igreja e uma aristocracia em convulsão a recuperar da politica que lhe foi adversa, de uma varíola que lhe dizimou a família, não deixando pedra sobre pedra. Esta mulher que tanto fez pelo seu país - Casa Pia, Academia das Ciências, Fábrica das Sedas, valorização pelo ensino das raparigas, etc - não conseguiu ultrapassar os conflitos íntimos que as contradições politicas e religiosas do seu tempo lhe criaram. Não queria desautorizar a memória do pai reabilitando os Távoras mas o medo do inferno obrigou-a a fazê-lo; não deixou o filho herdeiro, seu "príncipe perfeito" vacinar-se por temor religioso e perdeu-o na luta com a peste; não casou com o homem que amava e continuou a amar para além do casamento e viu-o envolvido no atentado que quase vitimou o rei seu pai. Por ultimo, já doente assinou a sentença de morte e esquartejamento do Tiradentes na 1ª tentativa de Independência de Minas Gerais, mesmo sentindo que ele era o melhor dos conjurados.

Culpa. Culpa. A razão perdeu-se no seu mar de remorsos e com 81 anos, contam as histórias do Brasil, afogou-se frente à praça XV, com intenção de voltar a nado para a sua Lisboa.

É esta heroína meia trágica - meia cómica que Maria do Céu Guerra com o apoio do actor Adérito Lopes leva a cena.

Prémio Santareno de Teatro - "Interpretação" 2010/2011
Dona Maria, A Louca retrata os dias que antecederam a ida da rainha portuguesa para o Brasil
Século XVIII, a Europa encontra-se em guerra. As tropas de Napoleão avançam pela península ibérica. A família real portuguesa não vê alternativa senão fugir rumo à sua mais próspera colónia, o distante Brasil. Dentro da nau que navega rumo ao hemisfério sul encontra-se Dona Maria, antiga rainha portuguesa que no momento dessa viagem sustentava sua posição de nobreza como mãe de Dom João e sogra de Carlota Joaquina, respectivamente rei e rainha de Portugal. Inconformada com o que o destino lhe reservou, afinal de contas não tinha como desejo passar os seus últimos dias de vida no país tropical, ela teve claras alterações de comportamento que lhe renderam o apelido de Dona Maria, A Louca.
O desprezo pelo Brasil, o choque para com a Revolução Francesa, a morte do Rei Luís XVI e sua esposa Maria Antonieta, fazem parte de algumas das suas memórias a bordo. Sua única testemunha é a fiel dama de companhia Aia Joaninha, que nada mais faz do que o papel de simples ouvidora dos lamentos de Maria, outrora também chamada de A Piedosa, graças a sua devoção religiosa. No entanto, a sua fé não impediu que fosse acometida de doença mental, que levou ao seu trágico fim. No dia 20 de Março de 1816, ela comete suicídio ao se jogar ao mar do cais da Praça XV, na cidade do Rio de Janeiro.
Antônio Cunha

Local:
A Barraca

Data de início:
14 de Setembro de 2012

Data do fim:
15 de Setembro de 2012

Ficha técnica:



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